sábado, 7 de novembro de 2009

O abandono

Tudo que uso o abandono...



Nessa montagem usamos tudo que veio do abandono:
retalhos, trapos, guarda chuvas, caixotes, infância, pais, amigos,céu, o quintal...


Tornamos tudo muito valioso, tudo o que foi resgatado foi tomando uma forma, um sentimento, um valor. Mas o que me questiono é se o que pegamos do abandono e criamos significados é se depois tudo não voltará ao abandono, ao esquecimento.

Talvez vá tudo para lixo virar uma massa compacta, talvez a infância seja novamente esquecida, amigos esquecidos, quintal abandonado, o céu voltará a sua solidão sem um olhar que lhe faça compania. Tudo continuará no mesmo lugar, mas talvez sem a mesma importância. Talvez alguém use tudo isso que provavelmente abandonaremos.

Já abandonaram o blog... o que/quem/qual será o próximo a ser a abandonado? Só espero que não seja meu Ser










Dani Viola

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Epílogo....(Será?)

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OI GALERA... REFEITO O TEXTO (ajudinha da Bia e Aline) P/ VER SE FICA MENOR...
Um dia fui gente... Encontrei risos carinhosos numa muntueira, então fui salva do purgatório por todos. Crescemos no quintal e construímos a ponte que nos religa com tudo o que há de belo e sagrado.
Naquela roseira dos fundos do quintal brotava gente, gente que sonhava e revivia a infância e as molecagens aprontadas. Aprontamos um boi que virou bispo, foi ele que nos colocou em casas de flores e Manoel em Barros para esticar auras. Amamos, um sorriso, um perfume, um beijo, o céu.
Brincamos de ser, palavreando o cotidiano e fazendo pontes entre a arte e as histórias de vida. Há coisa mais bela do que querer ser, e ser tão somente viva, grandemente viva?
A vida era colorida, as cores enchiam meu olhos, assim como o luar prateava a imensidão do céu. As estrelas que nele moram desenham o que não conseguimos transformar em palavras, iluminando o nosso Ser.
Naquele tempo eu só queria ser gente, andar sobre a terra com a mesma elegância dos ciscos e das folhas e olhar para as estrelas com a mesma dignidade com que elas me olham. E não estar só por dentro....
... Eis o verdadeiro sentido das coisas
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Naquele tempo eu só queria ser gente, marginal que fosse, doente físico que fosse, mas que fosse gente, andar sobre a terra com a mesma elegância dos ciscos e das folhas. E não estar só por dentro.
E fui gente... Encontrei risos carinhosos numa “muntueira”, então fui salva do purgatório por todos. Com eles cresci no quintal e construímos a ponte que nos religa com tudo o que há de belo.
Naquela roseira dos fundos do quintal brotava gente, gente que sonhava e revivia a infância e as molecagens aprontadas. Aprontamos um boi que virou bispo, foi ele que nos colocou em casas de flores e Manoel em Barros para esticar as auras, de tanto esticar crescemos. Amamos um sorriso, um perfume, um beijo, o céu.
Brincamos de Ser, palavreando o cotidiano e fazendo pontes com a arte e com as histórias de vidas. Há coisa mais bela do que querer ser, e ser tão somente viva, grandemente viva?
Grande como o céu que estrelou nas nossas vidas
As cores enchiam meus olhos, assim como o luar que prateava a imensidão do céu, aquele que esteve sempre sobre nós, porém que muitas vezes é esquecido, mas foi lembrado por nós. As estrelas eram dinâmicas no céu, desenhando o que não conseguimos transformar em palavras. Elas eram o que haviam de mais sagrado, assim como a lua, o sol e toda a natureza, iluminando nosso Ser.

Naquele tempo eu só queria ser gente, andar sobre a terra com a mesma elegância dos ciscos e das folhas e olhar para as estrelas com a mesma dignidade com que elas me olham...

Eis o verdadeiro sentido das coisas
E AE GALERA O QUE ACHARAM??????? OPINIÕES???? SUGESTÕES????????
DANI VIOLA

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

"Nomes e nomes"


Desde o inicio estamos a procura de um nome para a peça...
Nomes vão e vem, e estamos perto dos ensaios abertos, das apresentações.
Esses dias ficamos fuxicando(naquele momento de conversa das costuras)...
Fiquei interessada em saber o que os outros pensavam a respeito do nome da peça, pedi que falassem o primeiro nome que viesse a cabeça, como não estavam todos presentes, prolonguei esta "pesquisa" até o dia seguinte, espia só o que saiu:

Lá, há muito tempo atrás HAVIA UM TEATRO DO FUNDO DE UM QUINTAL, foi uma amiga que disse...

FUNDO DE QUINTAL, A TRAVESSIA DA VIDA, é esta então a nossa trajetória...atravessar a vida?

Ou será que neste decorrer, passamos por FASES DE UMA TRAVESSIA, onde todos escolhem se querem ou não seguir...

Então vamos conseguir o CAMINHAR DA PONTE?

...E aquele lugar de brincadeiras e sorrisos, será ele o QUINTAL, A PONTE DO TEMPO?

Andei foi procurando nas anotações e encontrei as FASES DE UM QUINTAL...

Será esta uma ÉPOCA DE TRAVESSIA ou a TRAVESSIA DE TEMPO?

Sabe, eu ouvi alguem dizer que foi assistir ao ensaio dos CIRANDEIROS DO TEMPO...

E aquele lugar da sua casa, O QUINTAL, dá para brincar nele?

QUIN TAL A PONTE?

Neste quintal é tudo diferente, você acredita que PLANTEI UM QUINTAL, NASCEU UMA PONTE?

E acabei, foi fazendo a TRAVESSIA DA PONTE!

Chega, chega, agora vamos é brincar com as palavras...
TENPO DE QUINTAL, PONTE DE TALQUIN...
ou será TEMPO DE QUINTAL?


Seja lá que nome for,
Agora chega de procurar
Vamos todos nos impor
E um nome encontrar!

Vou ficando por aqui
Sem mais versos prolongar,
Sei que vamos decidir
Pro nome da nossa peça achar!

Carol

Outra idéia de título!


sugerida por nosso anjinho Manu: Quintal - a ponte do tempo

Eh Boi !!!


Boi- Bumbá (Luiz Gonzaga)

Ei boi, ei boi, ei boi do
Manganga (bis)
Quem não tem chacolateira não
tomar café nem chá. (bis)
Não toma café nem chá. (bis)

Ei boi, ei boi, ei boi do Ceará (bis)
Muié segura o menino que eu
agora vou dançar (bis)
Que eu agora vou dançar. (bis)

Ei boi, ei boi, ei boi do
Piauí (bis)
Quem não dançar esse boi não
pode sair daqui. (bis)
Não pode sair daqui. (bis)

Ei boi, ei boi, ei boi do
Macapá (bis)
Quem tá dançando esse boi é o
prefeito do lugar. (bis)
É o prefeito do lugar (bis)

Vamo repartir o boi pessoal??
Vamo!!

Para onde vai a barrigueira??
Vai pra Miguel Pereira.
E a vassora do rabo??
Vai para o Zé Nabo
De quem é o osso da pá??
De joãozinho da potiguar
E a carne quem tem na nuca??
E de seu Manduca.
De quem é o quarto traseiro??
É para o Seu Joaquim marcineiro
E o osso alicate??
De Maria Batulate
Pra quem do a tripa fina??
De para Sabina.
Pra quem manda esse bofe??
Do doutor Orlofe.
E a capa do filé??
Mande para o Zezé.
E os ossos do pé??
Pro Mário do Culé
Pra quem do o filé mignom??
Para o Doutor Calmon.
E o osso da fuam??
De para o Doutor Borjan
Não é belo nem doutor??
Mais é trabalhador.
Mais é véio macho sim senhor.
Mais é véio macho sim senhor.
É bom pra trabalhar arrocha o
ano até suar.

Ei boi, ei boi, ei boi do
Manganga (bis)
Quem não tem chacolateira não
tomar café nem chá. (bis) 2x

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Chacolateira...


Eis um chá muito do maluco, de canto assisto tudo...


Mamãe canta seus sonhos e encatamentos, uma tia atrapalhada em casamentos e outra muito confusa que até dá medo. Mas todas falam do amor... ahhh o amor, do amor sentido (o amor tem cheiro), do amor engraçado (que ficou marcado na memória) e o amor que se vai embora.


O Desconexo é entremeado por pequenas porções de chá, oh meu Deus,... mas para que ter alguma coerência se a incoerência faz muito sentido, ela sai do ser humano.


Por descuido, acaba em confusão... "iiiiiiiiiii, acabou o chá"... mas isso não tem importância agora, pois receberemos o cortejo... eita alegria que vem do quintal, que passa pela ponte, que forma um cortejo, que chega a nossa casa, que bate a nossa porta, que nos carrega, que nos faz cantar e dançar e terminar num "Ô gente".......




Dani Viola




terça-feira, 20 de outubro de 2009

uma idéia de título...


um nome que também é uma brincadeira... assim como a peça toda...